no episódio de hoje conversei com Diego Baltazar e Mario Speziano sobre as estratégias por trás da criação do Kritikê, um podcast dos Estúdios Flow com foco no mercado corporativo e negócios que vem ganhando uma audiência cada vez maior.

Diego Baltazar

Executivo de Vendas na IBM

Formado em Engenharia Elétrica pela Unesp de Bauru e se especializou em informática industria.

Apesar de ter passado por uma única empresa, adquiriu, ao longo destes 15 anos, experiências com parceiros de negócio e grandes clientes, construindo uma bagagem sólida em gestão de território e finanças.

Como host, sempre se pautou por uma visão multidisciplinar das reflexões que o Kritikê traz para mesa.

Mario Speziano

COO dos Estudios

Engenheiro Mecânico pela Unesp, especializando em energia. Tem MBA em Gestão Estratégica de empresas pela FGV. Já passou por empresas como: Unilever, Suzano, P&G, Bayer, Pepsico e Meta (Facebook).

Realiza palestras sobre tecnologia, vendas e negociação, mas dentro do mundo corporativo busca sempre repassar os grandes aprendizados que teve com seus gestores.

Aprendeu que não bastava executar dentro do seu departamento, mas buscar a visão do todo de uma empresa, o que ajudou a desenvolver um pensamento estratégico.

se você curtir o podcast vai lá no Apple Podcasts / iTunes e deixa uma avaliação, pleaaaase? leva menos de 60 segundos e realmente faz a diferença na hora trazer convidados mais difíceis. além disso, eu curto ler os comentários! 😉

LIVROS CITADOS
  • Micro-hábitos: As pequenas mudanças que mudam tudo (Tiny Habits: The Small Changes that Change Everything) – BJ Fogg
  • Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar – Daniel Kahneman
  • A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera
  • Os primeiros 90 dias: Estratégias de sucesso para novos líderes – Michael Watkins 
  • Os quatro compromissos: O livro da filosofia Tolteca – Don Miguel Ruiz
  • Por que o budismo funciona: Como a psicologia evolucionista e a neurociência explicam os benefícios da meditação – Robert Wright
  • Em Busca De Sentido: Um psicólogo no campo de concentração – Viktor E. Frankl
  • The Great CEO Within: The Tactical Guide to Company Building – por Matt Mochary

PESSOAS CITADAS

  • Guilherme Lito
  • Nara Iachan
  • Tim Ferriss
  • Sam Harris
  • Andre Gaigher
  • Igor Coelho (Igor 3k)
  • Ricardo Amorim
  • Paulo Guedes
  • BJ Fogg
  • Philip Mead
  • Sérgio Sacani
  • Laurence Botinhon
  • Vinicius Kitahara
  • Jimmy Fallon
  • Jim Collins
  • Viktor E. Frankl
  • William Douglas

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Henrique de Moraes – Olá internet, olá pessoas, estamos aqui em mais um episódio do calma! e dessa vez com um formato um pouquinho diferente porque tá rolando um cross aqui de podcasts e hoje eu tô aqui super feliz com o pessoal do podcast Kritikê, então Mário e Diego sejam muitíssimo bem-vindos

Mario Speziano – Obrigado

Diego Baltazar – Obrigado pelo convite aí viu Henrique, prazer

Mario Speziano – Muita calma

Henrique de Moraes – Exatamente. É engraçado esse nome né, a gente sempre quando eu começo as entrevistas as pessoas “Não eu estou calmo, estou tranquilo e não sei o quê” e acabou que eu acho que eu fiz uma escolha infeliz aí de nome porque na verdade o calma era mais pro lado da paciência né, como eu falo muito de trajetória aqui no podcast e eu bato muito na tecla de, eu falo até e já repeti muito aqui uma frase que é “Impaciência com ações mas paciência com o resultados” né então faz tudo que você tem que fazer mas cara não cobre que o mundo vai agir da sua maneira, na velocidade que você quer porque não vai ser assim e aí você só vai se frustrar e a ideia do calma! era um pouco isso mas enfim acaba que é bom também porque vira um mantra pessoal porque eu sou muito ansioso

Mario Speziano – Legal

Diego Baltazar – O mundo precisa de calma né cara, é um bom nome

Mario Speziano – É isso aí

Henrique de Moraes – Com certeza é isso aí, boa. Bom já que eu tô com os caras do podcast aqui e acho que eu vou aproveitar para ser um pouco egoísta, aliás todos esses episódios aqui são episódios com temática muito egoísta porque eu trago as pessoas que eu admiro para perguntar tudo o que eu quero para elas né e vou aproveitar então pra esmiuçar aí cara tudo por trás de como vocês começaram, porque vocês começaram, quais estratégias vocês usaram, mas antes da gente entrar né e pra dar uma, começar um pouco mais leve e como eu sei que vocês como eu aprendem muito né e vocês usam essa plataforma como uma oportunidade de aprender com pessoas incríveis, eu queria saber de cada um de vocês assim qual foi a principal lição que vocês tiraram até hoje, vocês conseguem falar? Podem falar mais de um exemplo se vocês quiserem, não tem problema nenhum

Mario Speziano – Quer começar Diegão? Isso é fazendo o podcast você diz né?

Henrique de Moraes – Exatamente, e aí pode ser assim, o que você aprendeu com um convidado sabe tipo ou alguma coisa que você aprendeu no processo enfim tanto faz, pra onde vocês querem levar fiquem à vontade

Diego Baltazar – Cara assim, se eu pudesse falar um pouco do que aconteceu nos últimos dois anos né porque a fundação do Kritikê ela data de junho de 2021 então eu posso dizer que eu vivi uma vida praticamente diferente digamos né porque foi um período muito intenso de aprendizado e você aprende que quando existe uma outra pessoa do outro lado que tá disposta a contar a história dela, contar as experiências dela, você é aquele cara que não é só um cara que tá ali para mediar, para perguntar, você tá ali um cara pra aprender então você aprende a ser mais humilde com todas as histórias porque é muita gente importante lá no podcast né então você acaba aprendendo um pouco a história das pessoas e trazendo para nossa vida, então é muito divertido e muito intenso.

Mario Speziano – Faço do Diego, das palavras dele as minhas, acho que quando a gente começou, a ideia do podcast lá atrás não era exatamente um podcast, era um livro que eu tava tentando levantar contos das coisas que aconteciam nas grandes empresas, em qualquer tipo de negócio que pudesse ter uma lição e muito desses contos assim como comumente acontece eram super engraçados, era o lado B das empresas, às vezes histórias até de terror não tão engraçados assim, tristes, dramas, aventuras, todas essas coisas e eu, engenheiro que sou, sempre trabalhei no mundo corporativo e não era o meu forte assim escrever, escrevia bem e-mail, e-mail era o que a gente fazia e falei assim “Pô, vou conversar com quem sabe né”, acho que uma das coisas que a gente aprende na profissão é “Se eu não sei, vou conversar com quem já faz ou quem pode me dar uma dica de como fazer”, fui falar com uma amiga jornalista “E aí, como que eu posso fazer esse livro?” aí ela “Conta um pouco dos contos” aí eu contava pra ela, ela gargalhava “Não é possível que isso aconteça nas empresas”, “Como que isso pode acontecer numa empresa desse tamanho?” eu falava “É verdade acontece, olha aí o problema” e ela falou “Pô mas é legal, porque você não pensa num formato de podcast?” dois anos atrás estava bem no início ali do boom que foi podcast e eu já acompanhava um pouco a cena falei “Porque não?”. Acho que na cabeça dela ela queria mais um audiocast, algo que eu pudesse colocar no Spotify com essas histórias só que eu levei a sério demais, eu falei assim “Pô vou tentar falar agora com quem já faz podcast” e cruzei com o Flow no caminho né e nesse meio de caminho a ideia de fazer um videocast foi maturando e eu fui falando com os amigos que eu conhecia que tinham perspectivas e carreiras diferentes da minha né, então Andre Gaigher que hoje é CEO dos Estúdios Flow olha só como o mundo foi levando né, ele tava num sabático, ele é ex-CFO da L’Oréal e da Uber, eu tinha passado por várias empresas, acho que eu sou dos três o que mais passou por empresas aí, passei por grandes também Unilever, Procter & Gamble, PepsiCo, por último o Facebook/Meta e o Diegão, um grande amigo que a vida fez né, o Andre eu conheci trabalhando na P&G, a gente chegou a morar juntos uma época, a gente brinca que é uma república de trabalhadores e o Diego aqui a gente tem em comum a universidade e ele também, a gente dividiu uma época da nossa carreira morando na mesma cidade que era Curitiba e o Diego é o meu oposto né nesse sentido, ele é o cara de uma empresa só desde o início, tá na IBM, um cara de tecnologia aí né então essa mistura foi muito rica no início pra gente falar “Pô eu quero levar essas histórias lado B” mas porque não, podcast só conosco vai ser chato, a gente talvez precise trazer convidados, gente que a gente pudesse conversar e como o Diego bem colocou sempre tem uma trajetória, como que eu aprendo um pouco com essa trajetória, será que não tem uma lição, se eu tivesse um mentor ou um guru em algum momento da carreira eu pudesse assim, colocar à luz dos olhos dos espectadores? E aí a gente foi começando esse projeto, o Flow abraçou logo de cara, o Igor fez uma reunião logo no início e ele falou “Cara adorei a ideia porque a maioria das pessoas que procuram aqui o Flow para ajudar a fazer um podcast querem fazer a mesma coisa que eu faço e vocês não, vocês são diferentes, vocês querem fazer uma parada totalmente diferente, totalmente original” e eu falei assim “Ah que legal então vambora” e aí foi aos trancos e barrancos, então a nossa história, a história do Kritikê ela surge com a profissionalização também dos estúdios, os estúdios eles funcionam de outra coisa, eram poucos podcasts na casa, meio no vai fazendo e aí o Andre como tava num sabático recebeu o convite ali pra ajudar a tocar essa empreitada, então a nossa história ela vai rodando em paralelo ali dos Estúdios Flow, isso é muito bacana também da gente ver que o nosso programa ele vai crescendo junto com os estúdios.

Henrique de Moraes – Maravilha. Vamos aproveitar esse gancho aí das histórias né e ver se a gente consegue trazer algum causo, mas eu queria de vocês, tem uma pergunta que eu costumo fazer no final do episódio, acho que vou trazer para cá que é, qual foi a pior reunião da vida de vocês? Vocês tem alguma história assim tipo surreal para contar?

Diego Baltazar – Vai lá Marião

Mario Speziano – Vai lá Diego, vai lá não, pô a pior? Eu tenho um fato curioso aqui, não diria pior né mas acho que é uma boa lição. Uma das empresas que eu trabalhei era uma empresa norueguesa e eu fui, eu era um dos gerentes na época e tava com bons projetos e aí o meu vice-presidente falou assim né, meu chefe ele pegou e falou assim “Olha você vai apresentar no board esses projetos pra gente pegar aprovação” eu falei “Perfeito né”, mostrar o que eu tava fazendo né, dava aquela exposição. E conhecia o general manager, o CEO da empresa, ele era um norueguês, tinha a reunião toda em inglês e tudo e eu fui e levei a minha apresentação, fiz tudo bonitinho, aquele famoso PowerPoint né, ensaiei, tudo perfeitinho, vou falar só que o cara era muito ansioso, muito rápido, o raciocínio rápido e tudo mais. E eu não tava apresentando só pra ele, tava apresentando pro board então quando eu botava o slide e aparecia uma coisinha ele pegava e já queria ir pro outro e a galera não acompanhava então eu ficava naquele entre passar pra frente ou responder o CEO, óbvio que eu respondi o CEO e depois eu voltava pro resto meio que entender e pegar o fio da meada. Quando acabou a reunião ficou aquele gostinho “Putz foi muito estranho não foi como eu planejei”, cheguei no meu vice-presidente “E aí o que você achou?” ele olhou e falou assim “É foi so so, o que você falou é legal mas a condução não foi assim”. Aí passado um mês, voltei lá para apresentar de novo outros projetos, a continuação daqueles projetos e eu falei “Eu nunca mais vou deixar isso acontecer comigo” porque pô, já vivi a experiência, já tomei na cabeça muito forte e não quero, essa questão da imagem pessoal conta muito dentro do ambiente corporativo e aí o que que eu fiz, eu peguei a apresentação, fiz exatamente como eu ia apresentar igual a outra só que eu imprimi e deixei numa pastinha e antes da reunião começar eu coloquei na frente da posição da cadeira de cada um na mesa a mesma apresentação, então quando começou a segunda apresentação né eu tava falando e tudo mais, o cara mesma coisa, ansioso já queria passar para frente e ver a conclusão. Então eu comecei pela conclusão, botando o dinheiro na mesa né, sempre trabalhei em compras, supply chain, muita economia, coloquei “É disso aqui que a gente tá falando, de tantos milhões, a apresentação inclusive tá na frente de vocês, se vocês quiserem ir pra frente, pra trás tá tudo aí” e aí foi tranquila porque ele leu tudo e aí ele fazia mais pergunta e deu dinâmica na apresentação aí eu voltei e falei “E aí?”, ele falou “Agora foi excelente, não sei que mágica você fez” eu falei “É controlar a ansiedade” então eu acho que tem muito a ver com a leitura das pessoas que a gente vai trabalhando e não tem que ser acertar logo de cara né, a gente vai aprendendo é uma evolução, um passo atrás do outro mas a primeira é sempre ruim né, você fala “Pô não tive uma exposição legal pro presidente da empresa, como reverter isso?”

Henrique de Moraes – Boa, excelente

Diego Baltazar – E se eu pudesse falar um pouco da minha história eu queria até comentar de uma reunião que eu tive em início de carreira né porque quando eu era estagiário, uma coisa que o estagiário é é aquele cara autoconfiante né porque uma das coisas, uma das primeiras coisas que você aprende na empresa é fazer check list de tudo que você faz só que quando você tá entrando na empresa você entra com excesso de confiança então você não confere muita coisa que você faz, então estava lá o Diego, entrou com a executiva da área de negócios que ele estagiava junto com o diretor da unidade onde ela ia ter uma cadência com ele né o que que é cadência, é uma reunião para conferir o que que evoluiu semanalmente de todas as transações né, o estagiário na área de operações de vendas e etc e aí quando um abriu o PowerPoint lá para listar os casos e o status de cada um deles, o diretor virou para ela e falou o seguinte, ele falou “Olha fulana, acho que você não atualizou o teu relatório”, “Mas como eu não atualizei? A gente reviu toda a parte de operações de vendas” e aí a gente foi passando os slides e o que que aconteceu, eu que preparei o ppt para ela e realmente tava tudo errado, eu tinha salvado uma versão errada, tinha deletado a que era, sabe aquela coisa de você não salvar o arquivo correto e o errado sobrepõe o certo, aquela coisa que você aprende a nunca mais fazer depois que você faz a primeira vez né, inclusive a gente fala isso no Kritikê. Cara quando eu percebi que era um erro meu que tinha acontecido eu ficava vermelho mas assim, eu não tinha reação eu ficava paralisado porque eu não sabia se eu chorava, se eu ria, se eu saía correndo dali e nunca mais voltava pra IBM e a única coisa que eu tive coragem de fazer foi pedir desculpa naquele momento, falei “Olha o erro foi meu e eu vou arrumar o mais rápido possível, inclusive pegar de novo com todo mundo para poder consolidar e etc”, eles falaram “Tudo bem, tranquilo e tal” e aí depois que saí da reunião ela me tranquilizou porque eu sou estagiário dela né, ela que é minha chefe “Olha Diego isso aí é uma lição pra gente aprender que toda vez você tem que conferir se de fato é o arquivo correto e se você quer saber, fica tranquilo que quando eu era estagiária eu também tive um erro semelhante ao seu e tal” mas eu lembro rapaz que aquele dia lá eu pensei que eu não ia durar mais um dia na IBM, fiquei em pânico né porque você tá começando uma carreira, é complicado.

Henrique de Moraes – Cara mas que reação boa né, impressionante assim. Tudo bem, ela tava com empatia porque ela tinha passado por isso talvez isso tenha ajudado bastante mas que maravilha de reação né, porra. Eu já passei por uma engraçada em que eu fui fazer uma reunião para apresentar um projeto e eu tava fazendo uma reunião atrás da outra no dia e eram reuniões de projetos diferentes e aí quando eu entrei, acho que nunca falei desse causo aqui também mas aí quando eu entrei na reunião e tava apresentando o ppt, cara no meio da narrativa eu me toquei quem era minha audiência e o projeto que eu tava apresentando e eu falei “Caralho vai dar merda” porque o projeto batia no tipo de empresa que ela tinha e a narrativa era toda pautada, era para falar de premiação e tal de como as premiações eram coisas elitistas, excluía pequenas agências e não sei o que e tudo mais e eu tava falando com a head basicamente de uma das maiores premiações de publicidade que existem. E aí sabe quando você vai, eu fui passando assim e entrei tão na correria que quando eu comecei a passar eu falei “E agora  o que eu faço? Porque metade do ppt é batendo na empresa que ela trabalha” e aí eu falei “Olha…” eu tive que dar um jeito ali e falei “Olha, essa aqui é a realidade da leitura que as agências pequenas fazem, infelizmente eu vou passar porque é verdade e talvez assim seja bom para você ouvir, se não fizer muita diferença não tem problema” e aí fui passando e aí depois ela conversou, ela explicou, ela entendeu enfim e até me falou de projetos que estavam fazendo pra melhorar essa percepção, então foi menos mal assim mas caralho que situação

Mario Speziano – Foi sincericídio né

Henrique de Moraes – Mas enfim, vamos voltar aqui pro meu lado nerd de investigação de como é que vocês fizeram pra crescer o podcast. Vamos começar assim, eu queria entender quais foram as estratégias que vocês usaram né no início ali do podcast para gerar audiência que eu imagino que vocês tenham começado do zero apesar de vocês estarem nos Estúdios Flow vocês começaram do zero, então o que que vocês fizeram que deu certo né e que vocês sei lá, vocês acham que impulsionou esse, a primeira audiência, primeira leva de audiência que vocês tiveram

Mario Speziano – Acho que teve uma questão inicial muito importante que foram as decisões de começo ali sem entender muito o YouTube ou os algoritmos ou as mídias sociais, pura inocência assim porque realmente a gente não tem essa prática. E o fato é que um programa como nosso ele é muito nichado, o que a gente fala tem muita concorrência na internet com todo tipo de assunto, tem gente que entrar na internet para se divertir, para se entreter, tem gente que realmente vai buscar um certo conhecimento e a gente sabe que a gente tá conversando com a galera que trabalha então desde sempre a gente sabia que a gente tinha uma tendência muito orgânica de crescimento né então assim, faz sentido crescer organicamente e quando entra nisso né, você comentou “apesar de ser dos Estúdios”, a gente nunca se alavancou por exemplo indo num super programa, claro tem uns programas da casa que tinham sinergia, a gente trazia, a gente mais trouxe do que foi né, inclusive no próprio Flow, a gente faz collabs dependendo do convidado né então esse ano que passou a gente conseguiu estruturar alguns collabs muito importantes porque tem a agenda exata do público que a gente fala então no caso por exemplo o Diego foi co-host com o Igor no Flow ali num episódio com o Ricardo Amorim, o Andre Gaigher fez na época então com o Paulo Guedes, ministro da Economia então ele conseguiu, a gente conseguiu cruzar essas agendas mas a gente sabe que o nosso tamanho e o nosso público quando a gente bate junto com outras audiências que tem dentro da casa é um pouco diferente então esse crescimento ele vai muito em construir comunidade, participar das conversas que eles gostariam, de tocar em assuntos que são mais delicados para essas pessoas que geram interesse realmente para isso. E aí a gente estabeleceu uma combinação entre trazer convidados e sua experiência, sua trajetória, convidados de diversos tipos não só quem tá no mundo corporativo, um CFO, um CMO, gente que tem destaque por exemplo em um LinkedIn, mas gente que pode trazer um aprendizado por exemplo do esporte, então a gente trouxe atletas medalhistas olímpicos, a gente falou com empresários, a gente conversou com gente que tá montando empresa né os famosos startupeiros né e gente que tá nesse ecossistema de startup, falamos com bancos, falamos com indústria então eu acho que é muito legal porque a galera que tá entrando no ambiente de trabalho, principalmente esse público jovem que tá ascendendo, tá entrando no mercado de trabalho, tá crescendo, tá virando gerente, tá assumindo posição de liderança, a gente entendia e tinha uma leitura de que isso era muito carente né, as pessoas não falam tanto disso e você não encontra tantas pessoas dispostas também a contar e abrir um pouco mais pra evolução dessas pessoas pensando em carreira, é uma coisa ás vezes até meio solitária, e essa foi a nossa leitura né, como fazer parte da rotina dessa galera que tá trabalhando e quer evoluir, quer melhorar a sua posição, a sua carreira e esse sempre foi o nosso propósito e o nosso crescimento sempre foi orgânico em cima disso, a gente nunca falou assim “A gente vai fazer uma propaganda do podcast” nada, uma coisa é certa e o Diego pode até comentar que é como a gente foi aprendendo as demais redes sociais, então como a gente se posiciona no Instagram e inclusive no Tik Tok, Tik Tok assim é super vitorioso, a gente tem cortes ali dos nossos episódios ali que batem 20 milhões de curtidas, é uma coisa assim muito boa para o nosso tipo de conteúdo que não é comum, em ambientes onde você costumava ver por exemplo dancinhas e listas agora você tá vendo um pouco de conteúdo corporativo, falando de trabalho.

Diego Baltazar – Isso, e vale lembrar por exemplo no Tik Tok a gente bateu mais de 100 mil seguidores né só postando conteúdo corporativo, de relevância, com conteúdo que ajuda as pessoas então eu acho que foi importante entender como é que funcionava as redes sociais mas mais do que isso o Kritikê ele foi crescendo e não tinha nada pronto, a gente foi mudando ao longo do tempo. Como o Mario disse a gente cresceu, a gente surgiu com a ideia de comentar histórias que nós próprios vivíamos dentro das empresas e muitas vezes histórias de críticas né, comportamentos ou histórias engraçadas que era uma coisa só nossa e depois a gente foi percebendo que valia a pena a gente fazer programas ao vivo e trazer convidados, troca de conhecimentos, depois a gente passou a fazer semanas temáticas onde a gente trazia autoridades de indústria, fazia uma semana do varejo, uma semana do esporte, uma semana da tecnologia, a gente tinha semanas temáticas e isso foi bem legal e também a gente foi tendo, construindo um público cativo onde a gente fez um grupo de membros né até desaguar em 2022 agora onde a gente depois de construir uma bagagem de pelo menos 150 programas gravados, realizados com convidados, a gente descobriu uma forma de traduzir essa bagagem que a gente construiu com os podcasts em conteúdo educativo pra um propósito de desenvolvimento profissional né, um propósito de carreira então a gente tá com muita, estamos muito ansiosos pra lançar o novo projeto do Kritikê que vem aí que é a Escola do Trabalho.

Henrique de Moraes – Perfeito. Eu vou pedir para vocês falarem um pouco mais sobre a Escola do Trabalho mas queria entender um pouco dessas nuances né, dessa evolução que vocês tiveram então que tipo de estratégia por exemplo vocês usavam no início que foi morrendo ou que não deu certo e que hoje funciona além dos cortes né então ali no Instagram, TikTok, especialmente TikTok que é surreal né, eu tenho uma agência né então a gente fala do TikTok há anos pras pessoas, eu via o TikTok quando era Musical.ly porque minha filha usava e aí depois virou TikTok enfim e eu falava, levava para os clientes e as pessoas falavam “Pô não, não tem nada a ver, nosso posicionamento, nosso isso, nosso aquilo” eu falava “Cara mas vai entrar do jeito que você quiser”, a questão é, o alcance orgânico é surreal e continua sendo né, pra mim ainda bate muito assim de todas as outras plataformas, acho surreal mas o que vocês mudaram assim ao longo, o que vocês viram, acompanharam e tiveram que adaptar, fala um pouquinho sobre isso

Mario Speziano – Acho que teve um pouco de aprendizado em cada etapa, como você disse Henrique. Então assim no início a gente ainda tava maturando, meio criando se olhar os primeiros episódios, como hosts a gente mal sabia entrevistar ou trocar aquela ideia, não tinha aquele conforto, o traquejo a gente foi melhorando como qualquer coisa que você vai fazendo repetidamente, o famoso Kaizen né, sempre melhorias contínuas ali

Diego Baltazar – A gente se atropelava no microfone, vale a pena dar uma rebobinada na fita né, entregando minha idade aqui agora mas vai lá no começo do Kritikê cara e você vai ver como que era né, era muito engraçado a gente dá risada quando a gente vai lá pro começo

Mario Speziano – Sem falar na cenografia e como que a gente ficava né porque era todo mundo numa casa só e depois essa casa ainda existe, ela virou outra coisa dentro dos Estúdios né então era apertado, gravavam um programa e a gente já tinha que preparar o nosso, era correria então tudo isso tinha uma certa complexidade. Quando a gente olha a audiência nesse momento a gente fala “Pô o programa tem que crescer”, ele era comentado dentro dos Estúdios né então quem colava muito, por exemplo eu não sabia que existia mas até despertar o interesse são outros 500 né então o pessoal vai caindo. Então no início a gente tinha uma estratégia de tentar chamar gente relevante mas que pudesse cruzar bastante com o nosso público, o nosso interesse em volta do trabalho né e quando a gente foi crescendo e vendo esses números, a gente tem episódios ali que foram muito bons ali, mais de 100 mil visualizações só que dependendo do episódio a gente fala “Pô adorei conversar com a pessoa, foi legal mas será que a gente arrancou o que precisava ou o que daria o toque pro nosso público?” e aí a gente foi fazendo decisões de que não era só sobre o número de visualizações mas a visualização com qualidade, ter qualidade de público né um pessoal realmente interessado naquilo porque senão a gente vai ter que, se eu focasse na visualização a gente ia manobrar o produto pra uma coisa né que vai sair totalmente, poderia dar certo? Tranquilamente mas é o que a gente quer fazer? Então a gente tem que ter muita certeza do que a gente quer fazer e essa certeza ela vem em cima do nosso propósito, essa questão de educação corporativa, a gente fala muito disso, de não ter um emprego de ter um trabalho né, qual que é a sua atividade? O emprego ele é, as palavras no português às vezes se confundem mas quando a gente fala de trabalho é de explorar suas próprias habilidades então quando a gente traz uma pessoa que às vezes tem uma origem humilde ou uma pessoa que realmente cresceu com tudo do bom e do melhor mas o que que eles fizeram? Onde eles partiram? Quais foram os insights, as ideias que eles tiveram nesse caminho, será que isso não pode inspirar muita gente também que tá às vezes trabalhando e precisa daquela palavra, daquele conselho e a gente não fala só do ambiente para performar melhor, a gente fala também do ambiente pra você ter saúde, saúde mental, explorar a felicidade no trabalho e a gente faz isso com crítica né, a crítica no português a gente não faz isso de uma forma pejorativa, crítica também é uma palavra que em português às vezes é um pouco ingrata né meio pejorativa mas a crítica ela é o primeiro passo para uma transformação né onde a gente possa abrir a cabeça inclusive pra autocrítica, “Será que eu tô fazendo a coisa certa? Será que eu tô colaborando da forma certa? Será que eu tô respeitando meus limites? Será que eu estou respeitando os limites dos outros novamente no ambiente de trabalho?” como a gente pode despertar a leitura e a luz dos olhos de quem tá, dos espectadores, como que esse ambiente corporativo tá afetando a vida delas, se é um ambiente tóxico, um ambiente prazeroso né, a questão por exemplo às vezes até do ambiente financeiro, remuneração, tem vários programas que foi focado um pouquinho, uma pincelada nesse universo financeiro não só com quem trabalha nesse setor mas para o pessoal também se resguardar né durante a sua carreira né, não ir perdendo então pô tá crescendo e quanto mais cresce mais gasta e aí fica aquela coisa então a gente explora diversos ângulos do profissional pra pessoa ser feliz e ter sucesso naquilo que ela considera sucesso.

Henrique de Moraes – Nessa trajetória aí né que vocês conversaram já com centenas de pessoas, vocês mudaram comportamentos seus dentro do trabalho por conta de aprendizado?

Diego Baltazar – Totalmente, principalmente no que diz respeito à você ter exato controle do que você faz e até na tomada de decisão mesmo sabe porque uma coisa que a gente percebe é que quanto mais sênior, maior a pessoa, maior é o líder que senta para conversar com a gente, mais praticidade precisa ter para você gerenciar o teu tempo então eu era uma pessoa que eu gosto de resolver problema assim, tem que resolver problema do trabalho o tempo todo, não que eu goste não mas precisa então às vezes você é muito afoito, às vezes você é muito uma pessoa que não consegue priorizar muito bem as suas tarefas e com o Kritikê até por uma questão de conciliar a minha carreira corporativa com o Kritikê eu precisei me organizar de uma maneira bem assim diligente para poder fazer as duas coisas acontecerem, então foi um aprendizado extra né porque exigiu de mim um gestão de tempo mais, digamos minuciosa e intra porque a gente costuma dizer aqui, eu falo sempre pro Mario, a gente fala pros nossos convidados e a gente fala para o nosso público, o Kritikê ele é um MBA não pago né então acaba que numa conversa ali cada um que vai ali despeja o seu conteúdo, sua trajetória e cara tem episódios assim fantásticos onde eu saio com lições de liderança ali que talvez em muita aula de MBA eu não teria

Henrique de Moraes – Deixa eu aproveitar esse gancho aí depois vou deixar o Mario falar também mas é, nessa questão da gestão de tempo né que hoje acho que é uma das principais dores né e um dos maiores geradores de ansiedade nas pessoas né, você tá com o tempo cada vez mais corrido né, pelo menos a impressão que dá é que você tem cada vez menos tempo e cada vez mais coisa para resolver. Quando você teve que se adaptar, que recursos, o que você usou para conseguir melhorar essa gestão de tempo se pudesse dar sei lá uma dica ou duas de coisas que te ajudaram bastante, quais seriam?

Diego Baltazar – Primeiro eu acho que é progressão né, se você quer mudar os seus hábitos do ponto de vista de ser mais produtivo, dividir o teu tempo de uma maneira mais eficiente você não vai sair do 8 pro 80 automaticamente então eventualmente se você quer começar por exemplo um exercício físico na academia, cara procura ir uma, duas vezes na semana primeiro, na outra semana você experimenta três até você habitualmente conseguir se adaptar à isso então por exemplo lá no Kritikê a gente grava entre duas e três vezes por semana né então eu gradualmente vou alocando as minhas atividades e as minhas reuniões e os dias mais complicados digamos, eu tento empurrar tudo para os dias em que eu não vou gravar porque os dias em que eu vou gravar eu procuro otimizar essa agenda para poder não ter surpresas né ou diminuir muito né, os caras sabem de vez em quando tem que apagar incêndio e quase que já entro atrasado em episódio assim, é muito dinâmico entendeu então assim você tem que ser, o que eu falaria é o seguinte você precisa primeiro, colocar no papel, desenhar, visual é poderoso e segundo, não seja tão rigoroso, tenha progressão naquilo que você quer, naquilo que você quer ser eficiente e não acho que as coisas vão mudar, vai virar a chave automaticamente, é uma coisa que vai ser gradual.

Henrique de Moraes – Perfeito. Cara pra corroborar aí com o que você falou, tem um livro chamado “Tiny Habits” que é do BJ Fogg, que é o rei aí de fazer com que a gente tenha esses comportamentos destrutivos hoje né mas que na verdade ele não criou o laboratório dele para isso né, ele criou o laboratório para fazer as pessoas, ajudar as pessoas a moldar seus comportamentos e no livro ele fala exatamente isso tanto que o livro é “Tiny Habits”, que é exatamente pra, eu não sei como é que é o nome em português mas deve ser tipo “Hábitos minúsculos” sei lá enfim e cara é muito engraçado porque no livro ele dá um exemplo inclusive de sei la, ele começou a fazer exercício físico botando uma regra de que toda vez que ele fizesse xixi ele tinha que fazer pelo menos uma flexão 

Diego Baltazar – Associar né

Mario Speziano – “Mini hábitos” em português, eu sei qual que é

Henrique de Moraes – “Mini hábitos” isso, obrigado. Boa cara, obrigado. Mario e você cara, teve, você lembra de alguma coisa assim que você tenha mudado especificamente em relação à sua postura no trabalho por conta de algum aprendizado do podcast?

Mario Speziano – Acho que muita coisa, por mais que a gente tenha passado em grandes empresas eu acho que sempre tive uma questão minha de curiosidade, eu sempre foquei numa área e fui tendo êxito nessa área, sou bom entendedor né sempre trabalhei com supply chain, parte comercial, de aquisições e eu sempre fui um curioso sobre as outras áreas, então entender exatamente como funcionam cada departamento, cada engrenagem de uma empresa porque eu entendendo isso eu perfumaria melhor e até que eu fui ocupando posições que realmente eu tinha interação com absolutamente todas as áreas das empresas então você entendendo o propósito dessas áreas, onde elas querem chegar, cruzando os planos deles com os meus, aquilo já me trouxe uma grande bagagem. Só que é muito diferente a perspectiva corporativa quando eu vou conversar com empresário, um fundador de empresa, é muito diferente essa perspectiva corporativa, como as coisas funcionam quando eu falo com startupeiro, é diferente quando alguém também como eu mas que é um especialista numa grande área por exemplo sei lá, marketing ou vendas ele sempre tem uma nuance, um aprendizado, uma história que complementa esse conhecimento e vai expandindo então no meu caso eu mergulhei muito mais fundo no universo de startups que eu não entendia muito bem, conhecia né assim mais de pincelada, as venture capital entendia mas não tava tão mergulhado, hoje a gente respira, frequenta, conversa com várias, a gente tá praticamente dentro do ecossistema, a gente entende mesmo, apoia várias a gente vivencia. Tem uma inclusive que a gente apoia nos Estúdios, uma startup ali de bebida né, o famoso hidromel, Philip Mead é uma startup onde a gente apoia

Henrique de Moraes – Criar o Kritikê Ventures

Mario Speziano – Kritikê Ventures, quem sabe um dia, Diego anota aí, o Henrique já entra com os royalties nessa empreitada aqui. E muito também de noção de macroeconomia, geopolítica, o que que tá acontecendo, isso não que, a gente sempre teve um bom conhecimento mas é legal quando você vai conversando com cada empresário, cada executivo ou executiva que traz um pouco da realidade do seu negócio porque a maioria dessas grandes empresas aqui no Brasil pelo menos elas tem uma natureza estrangeira, são multinacionais. A gente fala de médias empresas ou essas empresas estão sendo impulsionadas por fundos internacionais também então esse movimento, entender o que tá acontecendo e trazer isso à luz dos olhos da nossa audiência, cara isso é fantástico porque ali eu fui crescendo e vou crescendo junto, vou melhorando o meu entendimento do mundo, meu entendimento corporativo, de negócio, de produto né então a gente já sabe onde se colocar melhor até inclusive como produto, a gente usa muito dos aprendizados com essa galera que passa dentro das nossas ações, seja uma questão às vezes operacional, tática que a gente pode visar uma excelência quando a gente olha isso, a gente tá num estúdio então a gente tem diversas pessoas trabalhando em torno dos podcast pra fazer eles acontecerem, a gente tem operadores, os estúdios contam com produtores, montar uma agenda de podcast é super complexa

Henrique de Moraes – Porra

Mario Speziano – Depende de disponibilidade, depende né de horários, acontece problema no meio do caminho, gente que desmarca, remarca, a gente tem que ir né o programa não pode parar, como que a gente resolve isso? Então foi trazendo um monte de aprendizado nessa jornada, muitos dos convidados ajudaram nisso às vezes aquele assunto que a gente nem imaginaria que podia sair é algo que é tudo que a gente tá precisando naquele momento, então é das grandes coisas que acontecem que a gente não tem como explicar, a gente fala que é um alinhamento dos astros.

Henrique de Moraes – Maravilha. Você falou lá atrás de qualidade do play né e eu fiquei curioso para saber que métricas vocês usam hoje para entender se tá dando certo ou se não dá, quais são as principais métricas que vocês avaliam, como vocês avaliam, como vocês cruzam dados enfim pra saber se tá dando certo, se tá crescendo, se não tá, além do clássico né o play mas por exemplo vocês vêem ali o average listening ali se as pessoas tão ouvindo mais tempo, se não estão, como é que vocês cruzam e que dados vocês cruzam?

Mario Speziano – A gente entra muito nos dados clássicos de cada plataforma, então YouTube sem dúvida né se tá aumentando os inscritos e tal, a gente vê se o pessoal tá indicando, recomendando, a gente consegue identificar por exemplo né se tão visualizando vídeos os mais recentes, às vezes tem gente que chega e a gente já tá no episódio 200 e gosta e fala “Vou voltar lá do primeiro porque eu quero ver isso, é muito rico” e a gente consegue pegar isso né, efeito cauda, essa maratona né já está um Game Of Thrones eu aviso pra galera, tá longo já o negócio

Henrique de Moraes – Pra fazer o binge watching vai ser difícil né

Mario Speziano – É mas é legal porque às vezes a gente repete o convidado e quando ele volta não vai falar a mesma coisa, ele já tá falando de outro assunto, às vezes o assunto até foi renovado, a gente tem esse cuidado, a gente olha isso também quem o pessoal indica, então conversar com o pessoal e uma parte dessa importante, uma métrica que aí foge das plataformas que seria essa tradicional né, o tempo de visualização, se clicou em vários, se tá assistindo uma playlist por exemplo, a gente faz esse favor pra galera porque às vezes o pessoal fala “Eu adoro o Kritikê mas eu só gosto quando eles falam sei lá, de marketing” então tem uma trilha de marketing, tem uma trilha de vendas, tem uma trilha né que vai te ajudar na sua felicidade corporativa então a gente separa, a gente faz essa classificação porque a gente sabe que tem pessoas que vão entrar mais pela playlist e tudo bem né a gente não vê nenhum problema disso, eu acho que a cereja do bolo tá quando a gente consegue construir uma comunidade que é o nosso caso, a gente tem um grupo, um programa de membros, desde o membro que pode apoiar o podcast quando faz a contribuição e a gente devolve né, faz eles participarem de sorteios né a gente tem convidado que traz o próprio livro né são autores então a gente sorteia pra esse grupo que a gente apelidou carinhosamente de abelhinhas do Kritikê né da nossa colmeia que a gente fala até grupos que são mentorados então uma vez por mês eu, o André, o Diego a gente vai e conversa com essas pessoas para entender o que eles estão passando, e dependendo da época do ano a gente sabe o ciclo que eles estão vivendo dentro da empresa então já leva alguma informação para poder ajudar na performance deles ou faz reflexões, deixa eles trazerem questões particulares porque às vezes o problema que um tá tendo o outro sabe uma resposta, a gente não se limita como um oráculo né, tem gente que gosta, o famoso coach, “Eu tenho todas as respostas” ou melhor, todas as perguntas né. Quando a gente fala em mentoria a gente fala exatamente o que eu faria no teu lugar, você pode não fazer mas eu vou falar “No tem lugar eu faria isso isso e isso por causa disso e disso”, explico o contexto e se tem uma lição por trás ou as opções pelo menos, por onde dá para caminhar porque é natural, a gente sente que as pessoas têm essa deficiência de às vezes uma pessoa diferente da tua organização ou um outro colega que não vai olhar, vai ter uma visão externa do teu negócio e acho que a maior prova de sucesso é a gente conseguir construir essa comunidade e a comunidade se ajudar, a gente sabe que a gente não precisa ficar o tempo todo lá provocando as pessoas, eles vão soltando coisas “Olha aconteceu isso comigo” e as coisas mais bonitas também acontecem “Poxa fui promovida essa manhã aqui e queria compartilhar com vocês”, “Olha tô mudando de emprego, recebi uma proposta, vou dobrar meu salário”, “Pô parabéns”, a gente adora ouvir essas coisas, receber isso “Mandei bem na entrevista, era o que eu queria”, “O que eu escutei naquele programa me ajudou” pô isso daí é uma forma, o famoso CIM mas de uma forma mais orgânica com o contato humano que a gente gosta

Henrique de Moraes – Maravilha. Daqui a pouco vai chegar um boletim pras pessoas, “Aqui 10% do primeiro salário”

Mario Speziano – Pô tomara, quem diria. O Henrique tá cheio de ideias hein Diego, tem que botar ele pra royalties aí com essas ideias aí, você tá anotando né por favor

Henrique de Moraes – Conta comigo gente, se deixar eu vou trazendo cara, meu time fica maluco, falam assim “Para Henrique por favor”

Diego Baltazar – É um terreno fértil mesmo cara, a gente tá bem, 2023 vai ser um ano que vai ser bem especial pra gente, a gente espera que a gente consiga crescer esse projeto que já nesses primeiros dois anos vem crescendo né mas de uma maneira agora 2023 vai ser especial

Henrique de Moraes – Deixa eu, a gente falou muito dessa parte bonita né mas queria falar um pouco da parte feia se é que tem né mas normalmente tem, tem ali as críticas enfim, os haters né os trolls enfim queria entender um pouco como que é isso para vocês, que tipo de crítica vocês recebem né e como vocês lidam com ela?

Mario Speziano – Legal. No início do podcast a gente surfou uma onda muito perigosa porque teve uma explosão de podcasters no Brasil cada dia que passa surge um novo podcast e muitos hão de surgir e eu acho que é uma, é um canal de comunicação que veio para ficar, a gente já sabe disso é igual uma rádio, isso não tem jeito então no início muita gente que já tava na internet já consumia muito programa olhava e fala “Pô mais um podcast, mais um podcast” então a gente recebia esse tipo de coisa. Os haters a gente classifica porque a gente foi aprendendo né quem são os haters, tem o hater que ele vai pegar e ele vai reclamar porque ele vai reclamar e vai xingar porque é o comportamento né, dependendo da mídia social né por exemplo o Twitter você nem se atreva, ali é, aqui no Brasil pelo menos né já põe a roupa de proteção nuclear ali porque é super tóxico né, infelizmente mas é um canal que a gente também tá né a gente conversa um pouco menos ali, com menos presença digamos a gente tá presente também. Então dependendo do lugar a crítica é de um jeito. Tem crítica construtiva e a gente gosta, “Olha o volume”, principalmente nos primeiros episódios, que a gente tava pegando a manha “Olha o volume do convidado tava um pouco baixo”, “Olha a câmera aqui não tá muito legal, ficou estourada a luz e tudo mais” a gente vai aprendendo, até a técnica né por fora a gente foi aprendendo ao longo da jornada. Tinha muita gente que às vezes a gente interrompia o convidado né e não sacava que às vezes não era uma entrevista mas um bate-papo, às vezes o convidado faz pergunta pra gente também e vice-versa né então é um bate-papo, você tá inserido naquela conversa e pro mundo corporativo, olhando as pessoas que já estavam no mundo corporativo era algo muito distante porque se a gente olhar o público que consome podcast no Brasil ele é um público que às vezes não tá nem trabalhando, a grande massa do público que consome podcast ele não tá no trabalho então a gente passou, foi rompendo uma bolha junto com as pessoas consumindo podcast e de várias, de diversas faixas etárias até esbarrar no nosso programa então tem muita gente que é diretor de empresa e assiste, tem gente que é empresário, tem empresas no plural e assiste o Kritikê assim como tem muita gente que tá no início de carreira, ou tá estagiando, já deixou de ser estagiário e foi efetivado né ou efetivada no trabalho e sabe que aqui tem valor então dependendo da crítica a gente sempre recebeu muito bem, no início algumas falavam assim, mais pessoal né ataca o Diego ou me atacada, ataca o Gaigher, “esse jovem grisalho” né a gente até brinca isso, brinca com essas coisas, faz parte né como receber essas críticas

Diego Baltazar – E assim se eu puder acrescentar, no começo do Kritikê eu vou te falar Henrique que a gente, eu pelo menos entrava e minha perna parecia vara verde. O que acontece, como a gente tinha inexperiência com câmera e com microfone a gente tinha, eu tinha um medo danado de falar alguma merda que pudesse gerar uma polêmica e enfim, só que com a experiência você vai aprendendo que se você tá bem preparado, você acredita no que você tá falando, sobra muito pouco espaço para cancelamento porque o nosso conteúdo ele é um conteúdo que não é um conteúdo hard news, a gente não fala sobre política, a gente não fala sobre temas espinhosos que a sociedade se mata aí no Twitter, a gente fala sobre trabalho, sobre desenvolvimento profissional, a gente fala sobre mercado corporativo, o Kritikê ele se arrisca de vez em quando a falar sobre política, a gente já recebeu políticos no programa mas é para entender um pouco mais da vida dele enquanto trabalho em política, o recorte do podcast ele é diferente. Acaba entrando um pouco no mérito dos temas? Sim é natural só que a gente sempre se propõe a dar voz a quem senta do outro lado, obviamente que ponderando se tiver alguma coisa absurda né, a gente não pode passar a linha mas o nosso conteúdo eu não sei se é por causa disso que a gente ainda não é um podcast de milhões né Mario, a gente é um podcast que cresceu no mundo corporativo né mas é porque o nosso conteúdo de fato ele é para educação, é para entregar uma coisa que não tenha muito a ver com polêmica sabe?

Henrique de Moraes – É mas acho que é uma escolha importante né assim, não dá para ser para todo mundo né, se você tenta ser para todo mundo você vai ser para ninguém, essa é a regra aí do marketing então, e você nichar eu acho que muita gente olha com assim, acha ruim e tudo mais porque acha que vai limitar o crescimento mas eu acho que pelo contrário, você cria um relacionamento tão forte com a audiência que conforme você vai crescendo e você vai crescendo organicamente como vocês fizeram, a força que esses ouvintes tem é muito maior do que de um podcast que às vezes tem milhões mas que as pessoas não tem nenhum vínculo né ou estão ouvindo ali simplesmente pelo convidado ou por qualquer outro motivo que seja, pelo assunto mas que amanhã vão estar ouvindo outro e depois vão estar ouvindo outro, acho uma escolha estratégica bem interessante assim, faz muito sentido. Vou fazer umas perguntas assim bem de curiosidade e aí a gente pode passar rapidinho nelas só pra saber aqui enfim, qual o episódio favorito dos ouvintes até agora?

Diego Baltazar – Dos ouvintes eu entendo que seja o do Sérgio Sacani né

Mario Speziano – Sérgio Sacani

Diego Baltazar – Sérgio Sacani é um apresentador que fala, ele é astrofísico e tem um canal sobre Ciência super reconhecido na internet e a gente foi falar no Kritikê sobre negócios espaciais então olha só um cara que dá ciência e a gente veio com a parte corporativa, a gente juntou isso e fez um samba falando sobre novas tecnologias, a SpaceX que vem crescendo, como que a iniciativa privada vem explorando essa questão das tecnologias espaciais e foi um programa excelente

Mario Speziano – Muito bom, tanto é que ele voltou já, voltou como co-host inclusive né, a gente falou depois da ciência nas embalagens dos produtos né, a gente trouxe ele junto com outro guru que é o Laurence e foi fantástica a combinação também, todo mundo gosta quando vem o Sérgio.

Henrique de Moraes – E assim, eu sei que é ruim falar, pode causar um mal-estar mas e o  de vocês?

Mario Speziano – Você tem um favorito Diego? Eu vou um, acho que um favorito dos três se eu posso falar, juntando os três favoritos, cada um pode ter um diferente mas sem dúvida o que fala sobre felicidade no trabalho com o Vinicius Kitahara. Esse foi um divisor de águas pra gente porque um, a gente fez no início do programa quando ele ainda tava com a audiência baixa e depois a gente trouxe, um ano depois o Vinícius para voltar e falar do mesmo assunto né com uma nova perspectiva né, se atualizando, trazendo um pouco mais de novidades nisso né, como que as pessoas fazem para ser feliz no trabalho. A gente comenta muito sobre a famosa palavra work-life balance né, o balanço de vida e trabalho só que o trabalho faz parte da vida então não tem como desvincular isso e acho que foi esse o episódio que todo mundo gostou muito. Você tem algum outro destaque Diegão?

Diego Baltazar – Não eu acho que até, esse é bem especial porque justamente se propõe a entender o trabalho como uma dimensão humana né da nossa vida pessoal, é uma extensão daquilo que a gente é como pessoa então o Vinícius ele foi lá e deu uma aula e muitas das coisas que eles falaram, que ele falou lá é para nossa vida pessoal né então não é só no trabalho, inclusive nosso corte que deu o maior número de visualizações no TikTok, em torno de 10, tá uns 20 milhões agora foi dele né quando ele falava das cinco linguagens do amor que na verdade dá para você, as pessoas elas dão e recebem amor através de cinco linguagens né, o corte é sobre isso e deu engajamento gigantesco porque as pessoas marcavam umas às outras, foi um negócio maluco

Mario Speziano – Não se sentiam amadas às vezes, ou “Gosto de todas essas formas aí”

Diego Baltazar – “Acho que tenho uma só”, “Vou mais por aqui”, aí rola o engajamento e o negócio vira uma bola de neve né

Mario Speziano – O que é uma das medidas também né, o engajamento.

Diego Baltazar – E é interessante que quando você parte dessa linguagem do amor, que é do nosso relacionamento humano do dia a dia, isso também pode ser levado pro trabalho né, as pessoas, aquelas cinco linguagens do amor elas podem ser traduzidas em contextos diferentes no dia a dia do trabalho, essa é a grande verdade

Henrique de Moraes – Sim. Tem um cara que eu gosto muito que já passou inclusive pelo podcast que ele fala isso numa palestra sei lá de anos atrás que é, as pessoas separam muito né então tem o eu corporativo, eu pessoa física e ele fala que você ter duas personas diferentes é esquizofrenia, a vida é uma só e eu falo, na agência lá a gente tem essa proposta né, a gente fala que a gente é a agência nem aí pra bad vibes e o nem aí pra bad vibes significa gerar mais felicidade do que a ansiedade e começou como o nosso trabalho, o trabalho que a gente colocava no mundo mas acabou depois que a gente falou assim “Todos os nossos relacionamentos precisam ter isso” e quando entra cliente, colaborador ou qualquer coisa a gente sempre fala “Cara você vai passar a maior parte do seu tempo trabalhando, você queira ou não” não tem escapatória, você tenta escapar mas vai colocar outra coisa pra você fazer, você vai tá trabalhando. Então assim, que pelo menos a gente tenha relacionamentos bons, que a gente curta estar pelo menos com essas pessoas, vai ser chato, vai ser difícil o trabalho e é difícil não tem como escapar mas pelo menos com bons relacionamentos pra que a gente tenta ao máximo se divertir aqui.

Diego Baltzar – Exato. E outra Henrique que vale a pena falar, um cara que vem para mim fazer uma palestra de trabalho em equipe mas não lava a louça da cozinha com a esposa, cara desculpas mas não tem autoridade nenhuma entendeu então assim, é “walk the talk”, você obviamente tem tua vida pessoal mas aquilo transborda pra sua vida profissional de maneira natural então você tem que acreditar naquilo que você fala.

Henrique de Moraes – Sim. Deixa eu perguntar, antes de perguntar só dar o crédito aqui, quem falou isso gente foi Guilherme Lito, se vocês quiserem depois procurem. Teve algum episódio que tenha sido desafiador por algum motivo específico?

Diego Baltazar – Pra mim sim, não por conta do conteúdo porque eu sou uma pessoa que gosta de me preparar, eu gosto de saber com quem eu tô falando mas o convidado em especial ele não fazia a troca e como o nosso podcast ele propõe essa troca, esse bate-papo, essa coisa informal, essa coisa digamos espontânea, eu jogava e a pessoa ficava batendo lelê sabe, não jogava a bola de volta e aí ela parava, colocava a bola debaixo do pé e pegava outra bola pro meu lado e tocava de novo

Henrique de Moraes – Nossa esse é muito difícil

Diego Baltazar – E aí acaba que fica uma coisa que não tem muito ritmo sabe mas enfim, conseguimos sair vivos daquele podcast e deu tudo certo.

Mario Speziano – A gente resolve entre os três, vai conversando um com o outro. Como a gente gosta muito de dividir os papéis né assim para facilitar mesmo, já deixar um padrão e facilita a equipe também, normalmente eu começo e o Diego apresenta o convidado então isso normalmente é nossa praxe. As coisas mudam um pouco quando a gente sai de férias também e os outros hosts né somos três justamente por isso, para poder combinar e nem sempre a mesa tá cheia com os três né, às vezes a gente recebe duplas de convidados então a gente realmente tem que um ficar de fora, não tem como. O nosso primeiro episódio foi assim, o primeiríssimo episódio, não o zero digamos assim mas o primeiro com convidados foi assim, um já teve que pular fora e tudo bem. A coisa acho que muda um pouco e pelo menos foi assim nas primeiras vezes quando a gente teve que fazer sozinhos, aí tanto o Diego, André quanto eu a gente rodou um ou mais episódios sozinhos, eu rodei pelo menos uns três, quatro sozinho e no primeiro você fica, dá aquela “Pô eu vou” então eu te admiro Henrique, fazer um podcast solo ele não é fácil né, você vai pegando essa cancha principalmente quando você está acostumado a trabalhar em equipe, às vezes eu deixo de fazer uma pergunta porque eu sei que o Diego vai perguntar, é aquela sintonia que a gente vai e eu sei que é algo que ele gosta, é um assunto que ele sempre tem então deixo porque vai estar na agenda dele, às vezes o Gaigher também a gente precisa dar um espaço porque ele vai fazer um insight que é o jeito dele, ele gosta de fazer aquela né pegar alguma coisa que o convidado falou e explorar em cima né e tentar desenvolver porque a gente não sabe para que lado vai uma conversa, esse é o mais gostoso do podcast. Outro dia a gente recebeu por exemplo uma convidada, falando o gênero aqui já complica mas que eu achei interessante que a gente foi explorando a carreira, normalmente sempre tem aquele glamour principalmente com executivos que estão já em altos níveis e a convidada começou a trazer coisas que eram totalmente particulares, a parte onde sofria no trabalho, as coisas que tinha que deixar de lado, as escolhas principalmente, como pesava o lado de família, coisas que assim o tempo passou, se dedicou à carreira muito bem, com força mas será que foi bom sabe? Um certo gosto de arrependimento de que olhando hoje com mais maturidade dava para ter balanceado melhor essas escolhas e acho que isso é muito legal da gente receber esse pessoal mesmo indo assim você fala “Putz o podcast tá indo pra um lado meio triste”, começa a tocar aquela música do Chaves saindo da vila né e a gente fala assim mas é legal também pro público né, não é um podcast só pra vir e dar risada, também é pra gerar reflexão, falar “Pô caramba que legal ouvir isso porque assim eu posso tomar decisões melhores, sabendo como é chegar lá desse jeito”

Henrique de Moraes – Total assim, eu acho que a parte mais legal do podcast é quando ele vai para um caminho que você não tava esperando assim porque é exatamente onde surpreende todo mundo no final das contas e eu acho que esses momentos aí de troca onde a pessoa tá mais vulnerável, o convidado tá mais vulnerável é o que muitas vezes conecta mais também com os ouvintes, nem sempre é lógico mas assim, eu acho que muitas vezes acaba gerando uma conexão maior porque é isso, o que o podcast por exemplo como ouvinte pra mim foi, acho que me permitiu foi ouvir pessoas que eu admirava tendo conversas mais honestas, menos midiáticas, sabe aquelas entrevistas do Jimmy Fallon sabe tipo assim que dura cinco minutos e a pessoa tem que falar sobre, só divulgar alguma coisa que ela tá fazendo enquanto quando você ouve um podcast, o podcast acho que a magia, cara você bota qualquer CEO, CMO, sei lá o que você estiver procurando você vai encontrar alguma entrevista desse cara sabe e normalmente como os bate-papos são mais fluidos você consegue pegar mais nuances sabe tipo entender um pouco mais da realidade daquela pessoa. E só para pontuar ali o que o Diego falou, eu acho que é mais uma ideia pra gente aqui agora, cara vamos criar o “boas práticas dos convidados” e fazer um playbook e mandar para esses caras porque olha só galera se você foi convidado pra um podcast duas coisas, não tenta ficar nessa coisa de tentar contar toda a história da sua vida porque senão não dá tempo de falar sobre mais nada, vai e volta né vamos fazer uma troca aí e também assim, desenvolve um pouquinho né tipo, acho que o meu maior desafio assim, eu já tive esse cara também que segurava a bola e caralho meu irmão era monólogo o tempo inteiro, eu fiz três perguntas da pauta que tinha sei lá 50 mas a pior para mim foi uma pessoa que claramente estava em outro lugar sabe, tipo em qualquer lugar menos naquele bate-papo assim e foi bem no início então me deixou bem inseguro eu quase desistir cara do podcast, eu achei que eu tava super incompetente que eu não ia conseguir fazer e tudo mais e era uma pessoa importante, foi uma das primeiras convidadas assim mais importantes, não vou falar muito aqui pra também mas a pessoa simplesmente não desenvolvia sabe tipo e eu fiz uma pesquisa super extensa, cara fiquei uma semana, acho que foi a entrevista que eu mais pesquisei, sabia tudo da vida dela e fui tentando pegar as nuances e ela falava “É isso aí”, “Foi assim mesmo”, me dá uma coisa, joga aí pra mim, me ajuda, me ajuda a te ajudar. Eu cogitei nem publicar cara esse bate papo mas acabei publicando porque era um nome ali conhecido, ajudou a trazer outros convidados

Mario Speziano – Tem que ser diplomático nessas horas. Diego também, a gente já passou uma aí dessa linha de contar a vida assim e depois de 4 horas de podcast a pessoa ainda tava nascendo praticamente, a mãe tava em trabalho de parto ainda depois de 4 horas

Diego Baltazar – Tem muito media training, se você propõe uma pergunta ali que tá fora do script do cara ele não responde e volta pro media training dele.

Henrique de Moraes – Sim, porra

Mario Speziano – Tem muito convidado que a gente vê que passa no nosso e às vezes participa de outros podcasts né e por curiosidade a gente vai ver, vamos ver o que ele vai trazer, o que vai ser diferente né eu gosto muito disso né de fazer um benchmark, às vezes nessa pergunta a gente não explorou esse ângulo mas quando é media training, a plena maioria desses que passam em muitos é sempre a mesma coisinha, não muda uma vírgula, dá até pra prever qual é agora, vai contar isso.

Henrique de Moraes – Eu acho que esse é o terror de quem se prepara porque eu pelo menos fico tentando esquivar dessas coisas e aí quando a pessoa engata eu falo “Putz, fudeu, agora não consigo mais parar durante 5 minutos”

Diego Baltazar – É diferente de você entrar em polêmica né cara porque assim aí a polêmica o que que acontece, eu prefiro não entrar em polêmica justamente para deixar a pessoa à vontade pra extrair todo o conteúdo dela porque se você entra em polêmica, você fala algo que realmente a deixa desconfortável ela tende a se tornar defensiva e eventualmente ela não vai se despir ali para você, ela não vai abrir o que ela tem para falar, se sentir à vontade então assim, como nosso conteúdo é mais para levar conhecimento para quem nos ouve a polêmica ela joga contra então a gente procura fazer perguntas mais assim para deixar a pessoa à vontade e aí a coisa flui.

Henrique de Moraes – Vocês começaram o podcast em 2021, junho né? E enfim, um podcast que tá crescendo, vocês provavelmente hoje tem pessoas que seguem vocês, que tentam entrar em contato, conversar, enfim, puxar pra outras coisas e devem receber muitas propostas também né, das mais aleatórias possíveis. O que nesse período vocês ficaram bons em já dizer não e tipo despistar distrações assim e que tipos de distrações que surgem ou coisas aleatórias que vocês no início de repente iam, caíam, iam atrás, respondiam enfim, interagiam e que vocês hoje estão cortando mais?

Mario Speziano – Acho que com o público a gente sempre interage, eles são a razão de existirmos né, por mais que eu seja super egoísta e fale igual o Diego falou “Isso aqui é um MBA de graça, quem não quer?” pra sempre né e duradouro, não faz sentido se não for compartilhado então assim no caso de responder todo mundo isso tem que estar na nossa prioridade, claro que a gente não tem super velocidade, às vezes é muita informação, muita gente conversando mas sempre aqueles que acessam ali com um pleito ou alguma coisa a gente tenta ajudar. E são dos mais variados possíveis, às vezes até para usar o nosso networking para conectar pessoas, negócios e tudo mais. O que a gente evita muito, dependendo aquela pauta forçada né que às vezes pode ser uma coisa assim putz força um caminho né ou então por exemplo “Ah eu vou aí mas eu quero ir no Flow” eu falo “Amigo a gente usou de estratégio também no Flow”, porque não faz sentido pro Kritikê naquele momento de início ir, beleza ia ter uma super exposição, nossa quem não quer mas eu vou estragar o número deles, não faz o menor sentido, mesmo sendo do grupo eu tenho que ajudar o outro produto a vencer, eu não vou vender sabão em pó com salgadinho, não tem promopack assim, até porque a Anvisa não permitiria né mas não vem ao caso então assim, isso é uma coisa que a gente não gosta, a gente corta isso né o convidado que tem que vir, tem que vir porque tem interesse nesse público aqui, falar da sua carreira, a gente vai te ajudar tem muita gente que tá construindo autoridade e a forma que chega porque a gente é muito gentil com todo convidado, a gente sempre, tem muito podcast que acaba, fecham as câmeras, o Diego aqui quantas vezes a gente ficou até altas horas batendo papo e ali às vezes pode surgir uma ideia de negócio né, participação em eventos por exemplo né, outras coisas que faz sentido para nossa audiência e aí sim a gente senta e costura. Quando a gente não vê a gente escuta claro né, não é sempre que tem uma iniciativa, uma proposta, a gente escuta mas a gente sempre tenta trazer para o que faz sentido para nossa jornada para esse famoso road map que a gente tá construindo, onde a gente quer chegar. Então a gente tá traçando isso bem e claro também tem um problema né porque às vezes muita coisa que chega é sedutora então estamos vivendo ali o momento por exemplo sei lá do cripto e vem uma ideia maravilhosa e você fala “Nossa isso é fantástico, quem não quer?” mas aí você fala “Pô mas esse é meu foco?”, “Acho que esse não é o momento, talvez mais pra frente” ou outras coisas né, de desenhar novos programas e formatos a gente fala “Legal mas temos tempo?” a gente não vai ter como fazer isso, o tempo é super escasso, como que a gente sincroniza isso e a gente tá numa fase agora de construção que extrapola o Kritikê que é justamente isso que a gente tá focado também, não só fazendo o podcast mas como Estúdio para dar esse próximo salto dentro como organização, como empresa mesmo né que são os Estúdios Flow

Henrique de Moraes – Eu ouvi esses dias, uma frase de alguém falando isso “Quando eu tava começando e as pessoas falavam sobre isso de negar coisas, que é difícil e eu achava que eu ia ter que negar proposta ruim mas o difícil não é negar proposta ruim, o difícil é negar proposta boa porque eu preciso focar”

Mario Speziano – E acontece, tem muita coisa né Diego, a gente o que não falta é ideia

Diego Baltazar – É porque o que acontece, como a gente recebe muita gente, é muita ideia, muita coisa que surge e uma das coisas boas do Kritikê e do podcast é a rede de network que você constrói, tanto que o Kritikê virou uma chave de um ano pra cá, ano passado a gente cobriu ao menos cinco eventos no calendário corporativo, in loco né então assim o Kritikê também é uma marca que tá cobrindo inclusive com coberturas exclusivas em eventos corporativos via podcast, via videocast então você tem contato com muita gente, você conversa muito então vontade dá de fazer um monte de coisa o problema é que é aquela coisa, a ideia ela só ganha vida se ela for executada e é aquela coisa, a gente precisa ter critério né para onde a gente quer ir, o que tá conectado com nosso conteúdo, o que tá conectado com o nosso público, o que faz sentido pra gente gastar energia e pôr em fase de execução, e pra fazer isso e pôr em fase de execução e para fazer isso eu preciso renunciar outras tantas ideias que a gente teve e que infelizmente pelo momento a gente não pode executar.

Mario Speziano – O perfil de cada um também é complexo né porque Gaigher e eu a gente tem várias explosões de ideias, Diego às vezes chega com umas assim e a gente fala com ele “Legal, mas conseguimos? O que é prioritário?” então é complicado aterrissar isso aí

Henrique de Moraes – A dor do foco né. Vocês acham que a gente conseguiria fazer mais quatro perguntinhas? Como vocês estão aí?

Mario Speziano – Claro

Diego Baltazar – Tranquilo

Henrique de Moraes – Então vou começar com uma mais rapidinha assim qual aí, pegando emprestada a pergunta do Tim Ferriss, qual o livro que cada um de vocês aí deu mais de presente?

Diego Baltazar – Olha cara eu falaria aquele “Rápido e Devagar”

Henrique de Moraes – Do Daniel Kahneman, não sei como fala o sobrenome dele

Diego Baltazar – É um livro muito denso, muito difícil mas ele é um livro que te coloca em perspectiva uns vieses cognitivos que a gente tem de uma forma muito surpreendente assim cara, é um livro assim que eu não dei muito de presente mas eu dei para alguns amigos que eu entendi que iam tirar proveito desse livro porque é um livro denso, foi o que me veio na cabeça aqui agora mas eu assim, eu dou livro de presente diversas por exemplo eu gosto de romance também, aquele “A Insustentável Leveza do Ser” eu já dei umas duas vezes de presente pra pessoas que eu gosto, esposa, amigos. Sou um cara muito versátil então eu gosto de bastante coisa.

Henrique de Moraes – Maravilha. E você Mario?

Mario Speziano – Legal, acho que os meus livros aí pensando no mundo corporativo são “Os primeiros 90 dias”, um clássico principalmente pra galera que chegava numa nova função né ou na jornada né, os amigos que estavam entrando e assumindo novas posições, novos empregos e falava “Cara lê isso e toda vez que você mudar, ser promovida, promovido, vai para um lado, muda de área e tudo mais, lê esse negócio de novo”, é curtinho, eficiente e muito bom. E depois que você é gestor de gestores né já tem uma certa diferença como cuidar dessa galera e acho que o cara que trouxe valiosas lições e eu gosto muito é o Jim Collins, acho que todos os livros dele são fantásticos né, observando a pesquisa dele é muito rica e acho que traz muito ali e tem um pouco da forma de trabalho né como a gente trabalha, acho que ajudou bastante até pela compreensão de empresa, em que momento ela tá, quando a gente entra numa grande empresa você olha o ambiente e às vezes é difícil, você fala “Pô a empresa tem um renome muito grande” mas às vezes ela tá com presença, uma presença muito recente dentro do país então ela é praticamente uma startup, você vai entrar num ambiente de startup. Às vezes você tá numa empresa que ela não tem tanto nome mas ela tem um histórico de crescimento enorme então acho que esses livros foram o que sempre ajudei a galera e trouxe, posso listar vários aqui.

Henrique de Moraes – Sim por isso que o Tim Ferriss usa essa tática de perguntar qual dá mais de presente porque você perguntar “Qual livro você indicaria?” aí meu irmão, “Deixa eu abrir aqui meu Kindle”

Diego Baltazar – É aquela coisa né, depende da ocasião e da pessoa né, você consegue escolher o livro de acordo com a pessoa, acho uma forma mais

Henrique de Moraes – Até o momento né, tive um momento ali que eu dava muito “Os quatro compromissos”, não sei se vocês já leram, que não tem nada a ver com o mundo corporativo mas eu acho um livro fantástico assim para a gente repensar como que a gente tá vivendo. É um livro pequenininho então para quem dá desculpa “Ah mas eu tenho preguiça” você lê isso aí sei lá em um fim de semana vai, é muito bom. Mas aí era uma época bem específica de desenvolvimento pessoal que eu tava passando e aí depois sei lá você vai passando por outras fases e você vai também olhando para um outro tipo de livro, agora eu tô dando muito o “Por que o budismo funciona” também que é outro livro mucho loco que acho fantástico enfim e que faz a gente refletir muito sobre escolhas e a forma como a gente vive também. Acaba tudo sendo desenvolvimento pessoal né no final das contas

Diego Baltazar – Sim e Henrique e uma coisa interessante, há uns anos atrás eu mentorei um estagiário dentro da companhia que ele me pediu um livro né e ele tava naquela fase de tá meio deslumbrado com várias opções, “Acjho que agora já deu um pouco aqui do estágio, eu quero ver outras coisas”, “Tem muita coisa na internet”, eu falei pra ele o seguinte, “Cara leia ‘Em Busca De Sentido’ do Viktor Frankl”, cara ele pensou que eu ia indicar para ele algum livro desses corporativos né e eu falei “Cara lê esse livro” aí ele leu, devorou em uma semana e aí depois ele falou “Mas que livro pesado, poxa mas porque você me indicou esse livro, eu não consegui entender”, “Cara é justamente para você entender que o valor de algumas coisas na vida é muito relativo e o problema também entendeu, então é uma forma de te colocar em perspectiva das coisas que importam de fato, gastar o seu tempo naquilo que te dá propósito, que te move entendeu porque esse livro é uma lição” então assim, não necessariamente aquele jovem que precisa se desenvolver pessoalmente para encarar uma carreira precisa ler sobre Jim Collins ou uma teoria mais corporativa, o cara precisa, os livros eles estão aí para isso né ensinar sobre a vida e por consequência o trabalho.

Henrique de Moraes – Sim totalmente, concordo 100%. Várias vezes inclusive quando alguém vem me pedir indicação de livro para carreira eu indico livros completamente aleatórios assim porque é isso, o desenvolvimento pessoal envolve tudo né no final das contas. Esse livro “Em Busca De Sentido” cara eu lembro da primeira vez que eu li, eu tava sentado tava no meio, tinha começado a COVID, eu tava pegando um solzinho na varanda do apartamento, eu e minha esposa e cara de repente eu comecei a chorar

Diego Baltazar – Esse livro é foda

Henrique de Moraes – E minha esposa olhando pra mim tipo “Caralho o que aconteceu?” e eu falei assim “Caralho a gente reclama à toa, puta que pariu não acredito que a gente reclama dessas merdinhas idiotas simplesmente porque não tá perfeito sabe” e aí de fato dá uma perspectiva muito grande. E tem um conteúdo que eu tenho indicado bastante hoje em dia do Sam Harris que é um cara que fala, ele tem um aplicativo chamado “Waking Up” que fala de meditação guiada mas ele tem vários conteúdos, são várias trilhas de conteúdo lá dentro que são fantásticos, todos, fala de estoicismo, mindfulness, essas coisas. Ele tem uma uma playlist que se chama “Mind & Emotion” e que cara essa playlist é muito muito foda, eu ouço uma vez por mês pelo menos para dar um reframe na minha cabeça porque eu esqueço né, a gente esquece as coisas, o próprio autor do “Rápido e Devagar” ele fala isso que saber não adianta né porque você cai ainda assim nas armadilhas

Diego Baltazar – Exato

Henrique de Moraes – Mas o Sam Harris, um dos episódios dessa playlist ele fala isso, ele fala assim “Quando às vezes eu tô nesses momentos em que eu tô tipo remoendo um problema na minha cabeça eu penso que existem pelo menos cinco bilhões de pessoas que se tivessem naquele, se trocassem de lugar comigo naquele momento eles teriam a sensação de que as preces deles foram atendidas”, ele fala “Cara eu só tô no trânsito sabe tipo mais nada assim, eu tô resolvendo um negócio no correio sabe tipo assim, quantas pessoas estão passando por situações de guerra sabe tipo e dariam qualquer coisa para trocar, para estar aqui dentro desse carro no trânsito indo resolver um negócio no correio”, é foda essa coisa de perspectiva mas enfim, vamos pra outra perguta aqui, o que causa ansiedade em vocês hoje e como é que vocês lidam com ansiedade?

Diego Baltazar – Olha eu vou ser bem direto assim, chegar atrasado assim em compromisso me deixa extremamente ansioso, inclusive minha esposa acha que eu tenho TOC com relação a isso

Henrique de Moraes – Só pra vocês saberem, o Diego tava 5 minutos, 8 minutos antes já na sala tentando entrar porque deu problema na sala original que a gente tava tentando fazer a gravação

Diego Baltazar – Pois é e eu assim começo a falar e às vezes eu tô com ela e ela é muito mais calma que eu assim nesse sentido né e uma hora antes eu já tô “Qual é o caminho que a gente tem que ir para chegar lá no horário que a gente combinou?”, isso me deixa ansioso porque para mim é um compromisso estar ali e se eu não posso estar naquele horário eu com certeza vou avisar, então algumas situações me deixam por exemplo se eu tô dentro de um Uber e eu pego um trânsito imprevisto, cara isso começa a me deixar de um jeito maluco cara assim então eu não gosto de faltar com meus compromissos principalmente quando fura horário sabe, é uma coisa que me pega.

Henrique de Moraes – Cara eu acho que esse é um traço perfeito que muita gente deveria ter inclusive, não só pelo fato de chegar pontualmente mas eu acho que especialmente pessoas que estão em cargos mais altos e que encaram o tempo delas como mais valioso que o tempo das outras pessoas e se atrasam e encaram como se não tivesse nenhum problema sabe tipo ela pode, ela tem um aval para chegar atrasada sabe. Tem um livro que foi recomendado por uma convidada aqui do podcast que cara eu recomendo para todo mundo chama “The Great CEO Within”, é um cara que ele mentora CEOs de assim, unicórnio e ele resolveu, ele falava sempre tantas vezes a mesma coisa que ele resolveu colocar num livro, fazer um playbook e o livro é de fato um playbook ele é tipo super direto assim tipo “Faça isso, faça aquilo” e uma das coisas que ele fala é isso, respeite o tempo das pessoas seja quem for, do estagiário à pessoa que tá lá no topo, se você tá no trânsito, aconteceu essa situação, tá no Uber e percebeu que você tem a possibilidade de atrasar você já tem que avisar naquele momento

Diego Baltazar – Perfeito.

Henrique de Moraes – É um bom livro inclusive pra vocês todos também enfim, é muito foda

Diego Baltazar – Qual é o nome?

Henrique de Moraes – “The Great CEO Within”, depois eu mandou para vocês

Diego Baltazar – Vou ler em uma semana

Mario Speziano – Aliás isso aí puxa uma história Kritikê aí, se cabe aí uma história Kritikê isso puxa, numa das empresas que eu trabalhei, aquele famoso mise-en-scène quando tem visita internacional então você tem aí vice presidentes de headquarter visitando e em determinado momento junta todo mundo aí naquele saguão nas cadeiras, ali vai ter um pronunciamento, eles vão falar alguma coisa né a gente nunca sabe exatamente mas vai falar alguma coisa, algum recado pra organização. E tavam super atrasados assim aí eu perguntei “Estão no trânsito, estão vindo?” uma das secretárias falou “Não, eles estão ali, saindo de uma reunião e tudo mais”, “Pô mas eles sabem, a reunião é com mais pessoas de fora ou é só entre eles?”, “Só entre eles” e aí aquilo começou a me deixar emputecido por dentro porque eles podem pausar a reunião faz, assume o compromisso porque naquele ambiente ali era só diretoria, alta gerência e eu comecei a olhar para um lado e a fazer uma conta assim, eu olhei para o outro acho que tem uns 250 pessoas aí uma das gestora estava do meu lado falou “Que absurdo, tá demorando esses caras, eu tenho que fazer uma monte de coisa” começou a ficar em pânico né e aí eu comecei a calcular, falei “Olha esse atraso aqui ó por médio salarial da galera tá custando tanto o minuto para a empresa” aí eu falei assim, olhei para ela e falei assim “Vamos fazer o seguinte, vamos economizar a nossa parte aqui, tem algum assunto que você queira falar comigo aqui, vamos fazer uma reunião aqui” e começamos a fazer reunião ali mesmo enquanto não chegavam mas isso é legal essa dica aí para quem é CEO, pra quem tá em alta gestão pra valorizar o tempo da galera também. Claro quando tem, se está numa grande cidade às vezes preso no trânsito igual o Diego falou não tem como, caiu uma chuva para tudo e aí acho que eu entendo que não é falta de respeito a não ser que você sempre chegue com uma hora de antecedência vai ser um pouco complicado né

Diego Baltazar – Não tem problema, não tem problema, acontece, todo mundo pode se encontrar numa situação dessa mas acontece que cara a pessoa merece ser avisada entendeu, é um acordo de duas partes né então enfim só para nossa reflexão aqui.

Henrique de Moraes – E você Mario, o que te causa ansiedade?

Mario Speziano – Olha ansiedade é o excesso de futuro e nesse exato momento a gente tá passando ali por muita transformação, essa transformação então é o famoso estágio né de pupa da larva se transformando em borboleta, é muito doloroso essa dor da transformação do amanhã e tudo mais então eu sempre fui uma pessoa razoavelmente ansiosa, o que quebra que eu tento colocar os pés no chão é sempre um dia após o outro, tentar manter e planejar o máximo possível, não se aí tem o lado mais esotérico como virginiano ajuda nisso, eu acredito que não muito mas eu tenho um pouco dessa expectativa né de criar a expectativa e tudo mais. Mas a maturidade ela é muito bacana por causa disso, conforme você vai vivendo ano após ano trabalhando você já vai vendo “Eu realmente preciso sofre com antecipação por tudo isso né, deixa rolar um pouco e aí a gente vai acertando, vai ajustando né” mas eu sempre fui um pouco mais irriquieto com essas questões que inclusive às vezes a gente não tem nem controle e aí como é que faz né, tem que deixar tem que ser mais simples

Henrique de Moraes – Famosa ilusão do controle né

Mario Speziano – Let it be

Henrique de Moraes – Eu tava lendo um livro esses dias que falava sobre isso né, que você falou em excesso de futuro e que descobriram né porque quando você tira uma parte aqui do lóbulo frontal enfim as pessoas ficavam mais calmas por isso que acontecia a lobotomia né, você tirava essa parte do cérebro e depois descobriram porque, porque é a parte que faz com que a gente tenha a capacidade de planejar o futuro e quando você tira a sua capacidade de planejar o futuro você fica chill, tranquilo, relax porque você não tá preocupado com nada né, é bem interessante assim e de fato faz muito sentido

Mario Speziano – Vamos fazer uma lobotomia aqui então Diegão

Henrique de Moraes – De vez em quando talvez não seja má ideia porque descobriram isso com um paciente que teve sei lá um parafuso que entrou, alguma coisa e danificou essa área e ele continuou funcionando tudo normalmente, ele conversava, sabia quem ele era, sabia de tudo mas ele não conseguia pensar no que queria fazer amanhã, o que queria fazer daqui a duas horas, ele não conseguia pensar no futuro, pensar sobre o futuro e acho que foi a última parte do cérebro a ser desenvolvida, o córtex pre-frontal, alguma coisa assim

Mario Speziano – Legal

Diego Baltazar – O ideal seria ter um interruptor né

Henrique de Moraes – Com certeza. Aí o futuro da cirurgia

Diego Speziano – Exato, seria mais prático

Henrique de Moraes – Boa. O que pra vocês significa ser bem sucedido?

Diego Speziano – Vai lá Marião

Mario Speziano – Pra mim o sucesso no meu caso é você conseguir ajudar outras pessoas, fazer parte de uma comunidade, você poder ter laços afetivos concretos sejam com seus familiares com quem você quer bem, cônjuge, acho que isso faz parte. Eu entendo que o problema do mundo tá na falta de amor então quando eu me toquei um pouco mais nisso, nessa falta de amor então para mim o sucesso é poder amar, é poder ser amado, é poder dar espaço para as outras pessoas entrarem nos seus círculo, dar espaço também para você saber onde é seu lugar e se a gente vai se moldando um pouco aos ambientes e tudo mais, essas novas descobertas então para mim também eu sou um cara que sou muito alimentado por conhecimento, conhecimento geral, qualquer coisa, pra mim sucesso é poder ter um pouco de cada conhecimento, não quero me aprofundar tanto, quero ter um pouco disso, se eu puder capturar isso para poder ter uma vida melhor não almejo grandes coisas, ser super fortuna, essas coisas não acho que vão me fazer feliz, essas coisas mais materiais eu acho que a minha felicidade tá muito mais apoiada no lado espiritual do que no material. E você Diegão?

Diego Baltazar – Acho que sucesso é ter uma vida boa né, eu hoje consigo visualizar que para você ter sucesso você não precisa ter muito né. Se eu puder atingir as pessoas com o meu trabalho de forma que eu consiga mudar para melhor a vida delas de alguma forma então vou estar cumprindo o que me propus a fazer. É óbvio que o retorno disso você vai ver dinheiro, você pode ter relevância e tal mas nunca é o meio, nunca é o objetivo né, o objetivo é sempre você se realizar impactando a vida dos outros né então sou uma pessoa que não preciso de muito mais disso, não tenho ambições de ganhar rios de dinheiro até porque nos últimos anos, no último ano eu também passei por uma situação difícil, uma situação de doença e a vida me mostrou um lado em que não adianta você você ter tudo, você correr que nem louco, você fazer das tripas coração para poder fazer aquilo acontecer, se você não tiver a sua fortaleza junto com a tua família e tua saúde mental e física como prioridade e tá realizado com o que você tá fazendo, com a tua atividade você cara, você vai travar as quatro rodas, uma hora ou outra né então eu passei a dar prioridade em outras coisas nos últimos dois anos porque foi tudo muito intenso né o Kritikê, os desafios pessoais então acho que talvez os dois últimos anos foram um dos mais intensos aí na minha vida, é isso.

Mario Speziano – E pra você Henrique, o que é o sucesso pra você?

Henrique de Moraes – Cara cara eu hoje uso uma definição que eu ouvi aqui no podcast de uma empreendedora foda que é a Nara Iachan da Cuponeria e cara eu anotei atrás de onde eu trabalho, que ela disse que ser bem sucedido é se orgulhar da sua própria história e eu achei fantástico porque tira toda essa pré, essa concepção que as pessoas têm de que é dinheiro, é fama, é isso ou aquilo então assim se eu fiz uma escolha e eu ouvi por exemplo um cara esses dias dando uma entrevista que fala isso, “Ah meu pai poderia ter sido um dos maiores poetas e ele escolheu o seu melhor pai, e ele sabia que ele tava abrindo mão mas ele queria passar mais tempo em casa porque minha mãe trabalhava muito” então foi uma escolha que o cara fez e assim quem vai dizer que ele foi bem sucedido ou não, ele foi bem sucedido na escolha que ele fez que era ser um bom pai então cada um faz uma escolha que faz mais sentido para você internamente né então quando você tem essa, você tem bem definido dentro de você quais são as suas métricas né tipo você para de ficar olhando pra fora e ficar buscando essa provação das pessoas que às vezes é uma aprovação que não vai fazer o menor sentido na sua vida quando acontecer alguma coisa como essa, uma doença ou sei lá tá enfrentando qualquer outro desafio, enfim. Um livro que até um outro convidado indicou aqui do podcast que eu não li todo para falar a verdade tá porque eu achei bem chato mas eu entendi o conceito por trás e que é muito bom, não vou lembrar o nome do livro agora mas é que era exatamente sobre isso, era uma mulher que ela começou a entrevistar as pessoas quando elas estavam para morrer e perguntar quais são os seus maiores arrependimentos o que você teria feito diferente e cara, todas elas sem exceção, “Cara eu teria trabalhado menos, pensado menos em acumular dinheiro, acumular coisas, comprar coisas e teria passado mais tempo com meus amigos, minha família e aproveitado mais o tempo” e porra cara você descobrir isso quando você tá morrendo é assim, é muito muito merda né, você ter isso internamente, entender quais são as suas medidas de sucesso. Posso contar uma história rápida aqui?

Mario Speziano – Lógico

Diego Baltazar – Claro, claro

Henrique de Moraes – Tem um cara que se chama William Douglas, ele é palestrante enfim e eu trabalhei num projeto dele durante um tempo e eu acabava indo nas palestras dele o tempo inteiro e ele conta uma história que eu acho fantástica, acho que eu já contei aqui mas enfim em que ele diz o seguinte, ele tava doente, tava com algum problema que eu não lembro o que era, foi no médico e ele falou “Você precisa fazer exercício físico” e ele começou a correr, testou uma coisa, testou outra e gostou da corrida e ficou na corrida. Começou e carro e falou “Vou colocar como meta correr uma maratona só para me manter ali motivado né”. Passou um ano e meio, ele se inscreveu na primeira maratona dele, participou e aí nesse momento da palestra, ele é um cara engraçado, ele fala assim “Ah adivinha em qual posição eu cheguei?” e aí fica tipo aquele silêncio aí ele fala o número lá tipo 300, foi o penúltimo colocado na maratona e aí todo mundo começa a rir por conta do jeito, ele leva as pessoas à essa risada e ele fala assim “Vocês estão rindo porque? Quem aí já correu uma maratona?” e aí sei lá três pessoas levantam o braço e aí ele fala “Então tô na frente de todo mundo” e aí ele manda essa, ele fala assim “Eu poderia medir meu sucesso com a colocação que eu cheguei mas olha só, aqui nesse auditório eu tô na frente de todo mundo, então seja o dono da régua que mede seu próprio sucesso”, essa era a moral da história e eu acho fantástico assim porque é isso, é a parte que eu tô mais cansado de tudo assim é essa busca por aprovação, aprovação de mercado, aprovação disso, aprovação daquilo que sempre, eu ouvi essa frase esses dias também, “O topo de uma montanha é o início de outra” né e aí isso nunca acaba, é um ciclo infinito então assim cara quando eu vou ser feliz? Quando vou aproveitar? E aí eu tenho me questionado muito essas coisas pra tipo não beleza eu quero, sou muito ambicioso, quero tipo realizar muitas coisas no trabalho mas isso não pode ser em detrimento da minha vida, meus amigos, família, felicidade, enfim outras coisas que permeiam o trabalho que também é felicidade, como é que eu faço com que o trabalho seja mais felicidade, seja menos estresse também então todos essas questionamentos são coisas que eu tô, eu tenho pensado bastante, lido bastante, refletido bastante. Enfim falei pra caralho, foi mal gente.

Mario Speziano – Não foi ótimo

Diego Baltazar – Não e é engraçadas né a sociedade do cansaço é bem por aí mesmo e essas respostas Henrique elas não estão prontas, a gente vai descobrindo esse tipo de coisa com horas de vôo entendeu, às vezes levando porrada feia porque não é na euforia que a gente vai descobrir essas coisas, é na hora que a vida vem e bate de frente entendeu porque aí você começa a colocar a régua em outras coisas para você medir o sucesso e uma vida boa que você antes não considerava e que agora é prioridade então a vida vai te mostrar isso, é uma coisa que a experiência mostra muito cara, ajuda muito.

Henrique de Moraes – Gente, acho que é um bom momento aqui pra gente encerrar, eu só queria pedir para vocês falarem rapidinho se vocês puderem, não precisa ser rapidinho na verdade fica a critério de vocês, da Escola do Trabalho que eu falei que ia voltar nisso e acabei não voltando, se quiserem falar um pouquinho o que é

Diego Baltazar – Bom, a Escola do Trabalho nada mais é do que a materialização do que o Kritikê construiu ao longo de quase dois anos e ao menos quase 200 programas gravados. O que quer dizer isso, a gente veio ao longo dessa trajetória pensando qual seria a forma de a gente poder montar um conteúdo que seja um conteúdo que seja um conteúdo educativo para que as pessoas consigam se desenvolver profissionalmente, pra que as pessoas consigam crescer na carreira mas que não necessariamente precisa estar espalhado nos 200 episódios do podcast, como alguém consegue estruturar isso de uma forma inteligente e a gente chegou na Escola do Trabalho, que nada mais é do que uma plataforma onde quem embarcar nesse projeto com a gente vai ter acesso à trilhas exclusivas né, a gente vai divulgar ao longo do, a previsão de lançamento é dia 1 de fevereiro então a gente tá numa ansiedade, isso aí me dá ansiedade né como o Mario bem falou então a gente tá nessa fase de lançamento, eles vão ter trilhas exclusivas que vão ajudar as pessoas a crescerem a carreira e a se desenvolver pessoalmente, profissionalmente que uma coisa não é dissociada da outra e vão ter acesso a mentorias né, a gente quer fazer um ecossistema dentro dessa plataforma de mentorias de forma que essas pessoas que estão dentro da plataforma consigam acessar profissionais referência em suas áreas para tirar se quer ter uma mentoria individual ou coletiva aí enfim e quiser fazer uma mentoria ali com o profissional a gente quer fazer uma marketplace de mentorias ali dentro, é mais ou menos isso a proposta.

Henrique de Moraes – Perfeito.

Diego Baltazar – E vai estar 1 de fevereiro vamos com tudo, a gente tá em cada Kritikê que a gente tá gravando agora a gente tá divulgando e chamando as pessoas aí para poder participar com a gente

Henrique de Moraes – Perfeito galera, esse episódio provavelmente vai perto dessa data aí então gente já fiquem ligados e já procurem aí Escola do Trabalho, se vocês quiserem passar um link a gente coloca aqui na descrição do episódio sem problema nenhum então só vamos nessa.

Mario Speziano – É bem simples, escoladotrabalho.com

Henrique de Moraes – Já tá aqui, fechado. Mario e Diego, muito obrigado pela generosidade de vocês, a gente acabou extrapolando aqui um pouquinho o tempo inclusive então obrigado pela generosidade, obrigado pela troca que foi sensacional e enfim, quando vocês quiserem voltar aí a casa tá aberta, vai ser um prazer e a gente chama também o André e chama, junta convidado e faz aí uma festa aqui nesse podcast, mas porra de verdade foi sensacional e parabéns pelo trabalho, o trabalho é muito bom, muito bom mesmo assim então merece o sucesso que tá tendo viu?

Mario Speziano – Obrigado, obrigado Henrique adoramos aqui o podcast também um papo desse é sempre gostoso e legal, a gente sabe qual é a dor de um podcaster, de podcaster pra podcaster então assim continua, continua firme, calma né então vai levando, nada como um dia após o outro e muito rico isso, já tô fã tá, vou pegar aqui um sortimento de pessoas você já fez vários vou ter que começar a maratonar lá do zero então galera assistam aí também, dêem moral ali para um podcaster nas redes né aquele like, enviar para o amigo isso ajuda demais né, ajuda demais, “Pô gostei desse papo, vou passar pra outra pessoa” assim você vai ajudando o podcast a crescer.

Diego Baltazar – Henrique obrigado aí pela pela oportunidade e pela troca, para mim foi uma satisfação aqui estar com você e obrigado pelo teu tempo também né cara, a gente teve aqui boas quase uma hora aqui

Mario Speziano – Quase 2 horas

Diego Baltazar – Quase 2 horas de conversa e passou rápido né mas enfim porque o papo foi bom de fato, obrigado

Henrique de Moraes – Obrigado vocês pessoal

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